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domingo, 8 de novembro de 2009

Heranças da revolução


Os brados de “liberdade, igualdade e fraternidade”, dos sans-cullotes, jacobinos e gerondinos no ápice da Revolução Francesa de 1789, são a maior herança para as constituições contemporâneas. Países em seu processo de independência e criação da própria constituição se empenharam em garantir o direito a liberdade, igualdade e fraternidade para todos os seus cidadãos.
No Brasil, o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema, diz que não deve existir manifestação de preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Entretanto, esse mesmo Brasil, é o país das desigualdades sócias, onde diversas formas de preconceito já atingiram o nível de característica cultural nas regiões do país.
Características que se manifestam através de brincadeiras, piadinhas, atos de violência, como por exemplo: grupos neo-nazistas que perseguem e agridem negros, homossexuais e nordestinos, a necessidade rústica do nordestino em se afirmar “cabra macho”, piadinhas sobre gaúchos, portugueses, negros, a visão generalizada em relacionar um negro a favela e a marginalidade, entre outros.
Muito se discute no país, medidas que poderiam amenizar esse quadro, forçando a existência de uma consciência menos discriminatória, criando cotas para negros, índios e deficientes nos vestibulares das instituições públicas, cotas para esse mesmo grupo em presas, concursos públicos, novelas, filmes, grupos homossexuais tem ajuda de dinheiro público para as suas manifestações de indignação e auto-afirmação.
Não existe diferença biológica agravante ou psicológica entre um “branco”, “negro” ou “homossexual” na hora de disputar uma vaga no vestibular, em empresas ou em concursos públicos, não há real necessidade de facilitar o acesso a faculdades e empregos a um grupo que se auto intitula “minoria”.
As desigualdades sociais e os preconceitos de toda espécie não serão erradicados por imposição de leis, isso gera uma tolerância superficial, a erradicação desses problemas sociais será alcançada por meio de conscientização e educação da população, fazer florescer no pensamento dos cidadãos brasileiros que liberdade, igualdade e fraternidade não devem ser privilégio de nenhum tipo de minoria, e sim de todos, sejam brancos, negros, homossexuais, pobres, ricos, japoneses, nordestinos ou paulistas, são meros títulos, rótulos.


Dandara A.M.L Silva

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